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Frejat, 19-01, Citibank Hall (foto Daniel A.)
O show «A tal da felicidade» é uma espécie de presentão que Frejat se oferece em um momento de sua vida em que o guitarrista vai comemorar, em breve, seus 50 anos (abril de 2012), assim como os trinta anos do primeiro álbum do Barão Vermelho, um dos grupos emblemáticos do rock brasileiro dos anos 80, do qual foi um dos fundadores. [...]
Frejat, 19-01, Citibank Hall (foto Daniel A.)
Este segundo aniversário vai gerar uma mini-turnê do Barão (atualmente de «licença» indeterminada) e a reedição do dito álbum remixado por Frejat e os outros membros iniciais do grupo: Dé Palmeira (baixo), Mauricio Barros (teclados), Guto Goffi (bateria)… Sem Cazuza, obviamente, o poeta/cantor legendário e carismático, falecido precocemente em 1990.

Frejat, 19-01, Citibank Hall (foto Daniel A.)
Na verdade, o show já está na estrada há alguns meses, mas, nesta quinta, 19 de janeiro, no Citibank Hall (RJ), se tratava de uma versão mais completa e mais longa que aquela apresentada no último Rock in Rio em setembro de 2011, acessível no Youtube.
Além dos seus principais sucessos solo - Amor pra recomeçar, Segredos –; os incontornáveis clássicos Barão Vermelho (época Cazuza, até 1985, e após) como Beth Balanço, Exagerado, Porque a gente é assim, Pro dia nascer feliz, Maior abandonado, Por você ou Puro êxtase, Frejat, acompanhado de Maurício Barros, Billy Brandão (guitarra), Bruno Migliari (baixo), Marcelinho da Costa (bateria), quis através deste projeto, apresentar títulos de outros compositores que ele tem o prazer de interpretar, pois como ele mesmo diz, com toda legitimitade, com o passar dos anos, ele canta cada vez melhor (mesmo correndo o risco de ser crucificado, digo: sempre achei que ele era um cantor «rock» muito melhor que Cazuza!)

Frejat, 19-01, Citibank Hall (foto Daniel A.)
O show começa com um bombástico Palco (Gilberto Gil), seguido de Você nao entende nada (Caetano veloso), e seguirão ainda fora de ordem, Mais uma vez (Renato Russo), Noite do Prazer (Claudio Zoli), De noite na cama (Caetano de novo), Planeta água (Guilherme Arrantes), Caleidoscópio (Paralamas do Sucesso), Malandragem (com a participação de Rafael Frejat, filho do artista), Adivinha o quê (Lulu Santos), Ainda é cedo (Legião Urbana), A Felicidade bate a sua porta (Gonzaguinha, primeiro sucesso de As Frenéticas), Malandragem dá um tempo (Bezerra da Silva) ou ainda un momento mais «soul» com Não vou ficar (Roberto Carlos), Você, e Réu confesso (Tim Maia), com a sonoridade adequada dos anos 70 trazida pelos teclados de Maurício Barros.
Frejat, 19-01, Citibank Hall (foto Daniel A.)
Além
do excelente show, propriamente dito, dançante, rock, e animado por um Frejat
transbordando simpatia o tempo inteiro, era impossível ficarmos insensíveis à
concepção cênica e à iluminação concebida cuidadosamente por Maneco Quinderé, e
à acústica que deixa, completamente, para trás, aquela do Vivo Rio.
Frejat, 19-01, Citibank Hall (foto Daniel A.)
O Citibank Hall é sem dúvida a melhor sala deste porte – por volta de 3000 pessoas – para esse tipo de show, no Rio de Janeiro.
"Just for the fun"...escolhi os clipes de Segredos de Frejat, e a versão do português de Paulo Gonzo...só pelo charme do sotaque da terrinha...
