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«A linguagem musical basta»… É de algum modo baseado nesta frase de  Antônio Carlos Jobim  (1927-1994), que o diretor Nelson Pereira dos Santos, construiu
« A Música segundo Tom Jobim», em cartaz nas salas brasileiras de cinema desde 20 de
janeiro de 2012.
Este documentário de uma hora e meia não contém nem entrevistas nem comentários ou vozes «off», nem mesmo as legendas que indicam o nome dos numerosos artistas que interpretam as composições do Mestre (estas são no entanto listadas no cartaz em ordem alfabética, segundo as aparições no filme) [...]





Na verdade, o filme se apresenta como um grande caleidoscópio – uma sucessão de arquivos musicais – que mostram e afirmam a universalidade da arte do compositor ao longo de mais de quatro décadas.

« A Música segundo Tom Jobim» é então uma sucessão de documentos (o que alguns críticos de cinema denunciam ao falar de «não filme»), algumas vezes muito conhecidos (como Tom com Frank Sinatra, Elis Regina…), outras menos (Eliseth Cardoso acompanhada de João Gilberto, Agostinho dos Santos, Silvia Telles), levando em conta o enorme repertório de um dos maiores compositores do século XX.



Tom Jobim & Frank Sinatra, 1967


Claro, se está longe de cobrir toda a sua obra e a repetição abusiva de certos temas pode não nos agradar (A Garota de Ipanema tem onze variações) mas ficamos de queixo caído diante do número de intérpretes e de músicos brasileiros e internacionais desfilando através das épocas e transcendendo os estilos.



...e Vinicius de Moraes


Se não existe um roteiro propriamente dito, Antônio Carlos Jobim representa

o papel do fio condutor do documentário, aparecendo como intérprete ou acompanhador – no piano ou no violão – em diferentes momentos de sua vida. Algumas vezes, também, através de vários documentos fotográficos que ajudam a situar a época.



Elis & Tom, 1973


Depois, o filme segue a linha do tempo, propondo as composições em ordem cronológica, sem que isso seja , porém, uma regra absoluta.

Esta opção nos leva a entender uma composição sob diversas formas (tradicional, instrumental, transformada), com, às vezes, a desvantagem de misturar documentos de qualidades muito diferentes, causando encadeamentos um pouco brutais.

Além da música, propriamente dita, o interesse do espectador fica constantemente acionado devido à mistura das várias emoções provocadas pelas interpretações.



Alguns momentos se revelam comoventes e grandiosos como os que nos colocam diante de Gal Costa, Sílvia Telles, Maysa ou Nana Caymmi (sublime em Por causa de você!); enquanto outros são, para ser franco, muito engraçados, quando nos mostram adaptações estrangeiras improváveis, que atravessam com dificuldade a fronteira da língua (bastante catastrófico em francês!), com encenações extremamente datadas.

Por esta razão também, as apresentações dos jazzmen em geral - Dizzie Gilespie, Gerry Mulligan, Errol Garner, Oscar Peterson e outros – nos parecem atemporais e se impõem entre os momentos fortes do filme.

Já entendemos, nem sempre o lugar está de acordo com a qualidade dos intérpretes, mas, mais com a diversidade e às vezes com a curiosidade desconcertante…


Com certeza, podemos conceber que para este filme documentário, a linguagem musical em si já é o suficiente, e que ele vale a pena ser visto, mais desta vez, darei preferência a uma futura versão dvd, que atenuará a diferença de qualidade dos documentos visuais e sonoros…



 

Comentários

1. le Domingo 05 Fevereiro 2012 par Surya
"Tom Jobim" est un musicien hors pairs. Ses rythmes musicaux tout en douceur nous bercent. Il a su nous chanter les mots qui touchent le cœur. Il nous susurre à l’oreille les mots du bonheur. Son dernier vœu est qu’on pense à lui. Sa passion nous anime à tout jamais.
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