Zeca Baleiro

Passando pelo Largo da Carioca

Zeca Baleiro, 31-11, Largo da Carioca (foto Daniel Achedjian)
Creio que estou envelhecendoseriamente… Dentre as poucas qualidades que costumo atribuir a mim mesmo, eusempre me gabo por ser super organizado, super prevenido, super pontual (emresumo : super chato !) ; mas dessa vez, eu falhei no meu trabalho…
Tendo gasto toda a bateria daminha Lumix (a Rolleyflex de nossos dias !), a fim de metralhar  Zeca Baleiro  eseu grupo, que se apresentavam no Largo da carioca, no centro da cidade, […] eu medeparei com a impossibilidade de captar as imagens dos excelentes concertos deLetieres Leite & Orkestra Rumpilezz e de Egberto Gismonti, nos Arcos daLapa, mais tarde da noite dessa terça feira, 30 de novembro.

Sendo essas apresentaçõesainda parte da grade do evento multidisciplinar
« Brasilidade ».

…E eu me dou conta, derepente, de que, sem meu equipamento eu me sinto completamente desarmado,incapaz mesmo de apreciar um show simplesmente pelo que ele é naquelemomento… Preciso comentar isso urgentemente com meu analista…

 

Fernando Nunes, Zeca e Tuco Marcondes, 31-11 (foto Daniel Achedjian)
Com relação a Baleiro, onativo do Maranhão não estava lá para promover seus dois mais recentes álbuns :« Trilhas » e « Concertos » ; mas sim para nos fazer balaçar com um « Best Of »perfeito, cheio de energia, na ambientação agradável de um belo final de tardeensolarado…
E para testar minha modestamassa cinzenta (como diria meu ilustre compatriota Hercule Poirot), eis então-sem ter anotado !- a playlist desordenada que Zeca nos apresentou em apenas 75minutos de show : Mamãe Oxum, Salão de beleza, Samba do approach, Proibida pramim, Babylon, Quase nada, Telegrama, Alma nova, Meu amor minha flor minhamenina, Vai de Madureira, Você é má, Alma não tem cor, Você nao liga pramim,Toca Raul, Bola dividada… Em suma : um repertório sem pausas, para animar eaquecer ainda mais a assistência, àquela altura já em ebulição sob um calor de35°C…

« Show de bola », como se dizpor aqui…