Tulipa apresentou “Dancê”

papo de perder algumas calorias
Tulipa apresentou “Dancê”, papo de perder algumas calorias

Tulipa Ruiz, 23-05, Sesc Pinheiros SP (foto: Daniel Ach)

 

 

Quando uma artista se diferencia de seuscolegas ao ponto de não encontrar nenhum elo de comparação com estes emquestão, nos encontramos diante de um fenômeno musical que poderia muito bemser personificado por Tulipa, que surgiu por volta de 2010, quando a cena alternativade São Paulo parecia formar uma nova onda construída por diversas tendências. […]

Tulipa Ruiz, 23-05, Sesc Pinheiros SP (foto: Daniel Ach)


Criada entre São Paulo e Minas Gerais, acantora, compositora e ilustradora, filha de Luiz Chagas (Isca de Polícia, ogrupo de Itamar Assumpção), e irmã do compositor Gustavo Ruiz, Tulipa é dotadade uma voz afiada, aguda, próxima do gorjear de diversos passarinhos, ela nãoteve nenhuma dificuldade para se impor no cenário independente da cidadepaulista.


Tulipa Ruiz, 23-05, Sesc Pinheiros SP (foto: Daniel Ach)


Com uma considerável boa forma física,ela exibia uma malícia sexy que a diferenciava das cantoras mais intelectuais,ou chamadas de “vozes menos imponentes”, ou até mesmo vozes silvestres.

Acrescente a isto um carisma e umcomportamento no palco bastante extrovertido e alegre, ajudados por músicos etextos muitos personalizados, Tulipa se tornou uma figura incontornável da cenacontemporânea brasileira em três álbuns, cujo último, “Dancê”, ela veio apresentardurante 4 dias (de 21 a 24 de maio) no Sesc Pinheiros (SP).


Tulipa Ruiz, 23-05, Sesc Pinheiros SP (foto: Daniel Ach)


Não, “Efêmera” (2010), seu primeirodisco estava longe de ser irregular, mas tendia para uma pop sofisticadainesperada. Ele incluía até algumas pequenas pérolas comerciais (Efêmera, Àsvezes, Sushi, Pontual).

Mais radiofônico, “Tudo tanto” era umasequência lógica regular talvez um pouco menos surpreendente, enquanto “Dancê”visa, como seu nome sugere, uma direção que leva direto para as pistas de danças,atribuindo até mesmo um papel mais rítmico aos textos e a sua voz. Se “TudoTanto” fora abençoado pelo rei da pop brasileira Lulu Santos (em dueto em Doiscafés) ; Foi João Donato que se entusiasmou latinizando Tafetá, e por fim, umálbum inteiro que não conhece tempos mortos e uma grande perda de calorias.

Tulipa é uma cantora barroca e talvezseja seu futuro desafio. Quando a qualidade das músicas começar – talvez – acair, o temperamento vigoroso da cantora não bastará.

Mas no fundo, quem disse que issoacontecerá. Tulipa está rodeada e acarinhada por uma quantidade de personagensexcêntricos, e ninguém tem dúvidas de que ela saberá tirar proveito disso.

Aproveitemos do momento e de “Dancê”, umdos remédios antidepressivos do ano.



 
TulipaRuiz: «Dancê» -Pomelo distribuições- (Bon!)

 

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