Um tempinho na frente da televisão: Rock in Rio 2015 (2)

Um tempinho na frente da televisão Rock in Rio 2015 (2) queen, Alice Caymmi, Eumir Deodato…


Adam Lambert (photo internet)

 

Nos anos 80, sendo o único que possuíaum veículo, eu era quase que, a cada vez, obrigado, a ir cobrir os festivais europeus (Torhout / Wechter, na Bélgica, entre outros), o que, pouco a pouco,começou a se tornar um calvário. As infra-estruturas não eram as de hoje, e se vivenciei momentos memoráveis nos gargarejos de alguns palcos ; cheguei a fazer algumas das minhas resenhas no terraço de um café em um pequeno vilarejo, de onde podíamos escutar o repertório do grupo em ação. Muitas vezes, já eram os mesmos que tocaram neste final de semana para celebrar os 30 anos do festival Rock in Rio 2015, sem os brasileiros, claro. […]

Queen & Adam Lambert (photo Internet)

Para a nova geração, a de 2015, é umaoportunidade única ver Elton John, Rod Steward, Bruce Springsteen, ou Queen,mas para mim, tenho a impressão deassistir um espetáculo de um outro século. Aliás, era mesmo um outro século !

No entanto, na edição deste ano, queparece ter corrigido alguns erros de 2014, havia 2 shows que me interessavam emespecial.

Para começar Queen, que abriu as portas- entre 1973 e 1980 – com os Beatles, David Bowie, Stevie Wonder ou TheStranglers , para a minha iniciação na minha paixão musical ; e depois, AliceCaymmi, que me impressionara com seus dois álbuns, entre eles, “Rainha dos raios” (2014), mas queeu nunca havia visto no palco, e que se associava ao mestre Eumir Deodato (e eudevo também dizer a Lucas Vasconcelos, brilhando tanto na guitarra como nobaixo). Alice misturou o repertório de “Rainha dos raios”, com outros “covers” de Dona Summer, Gershwin, Led Zeppelin, ou The Rolling Stones

 

Quanto ao Queen, este encontro entre osdois fundadores do grupo, e aquele jovem cantor, com um penteado de cantorsertanejo gay (isto não é uma difamação, ele encarnou !) vestido com couro cheio de tachinhas, podia sermais interessante do que o do vocalista Paul Rodgers.

 


Lucas Vasconcelos & Alice Caymmi (foto internet)


Descoberto durante o programa “AmericanIdols”, não tínhamos como duvidar de suas capacidades como intérprete.

Resumindo, se Brian May (guitarra)ocupou o lugar do líder no palco, enquanto atrás, John Taylor parecia um poucoapagado, a performance de Lambert não foi de se jogar fora. Mas se, no entanto,como eu, você escutou com paixão os álbuns do Queen no período de 1973 até1980, era impossível apagar da memória a voz e as entonações de Freddy, e seu gestualmundialmente conhecido.

Acompanhei uma boa parte, com o inícionão muito engatado : One Vision, Seven seas of Rye, Stone cold crazy, FatBottomed girls, ou mesmo In the Laps of the gods (no qual Adam consegue atingiragudos que mesmo Fred, mais roqueiro,não se arriscaria a tentar alcançar), mas a partir da sequência de sucessos , otédio se instalou, e minha curiosidade já estava saciada.


Alice Caymmi & Eumir Deodato (photo internet)

 

Quanto a Alice Caymmi, se ela é a artistaque eu acho, cheia de personalidade, carisma, dotada de um quê de loucura, nãofoi um presente terem lhe dado a abertura do Palco Sunset (segundo palcoimportante) às 15hs, diante de um público distraído, sufocado pelo calor, quenão tinha como se lançar em um clima de festival.

 

Mais tarde, tive o prazer de escutar JohnLegend, enquanto o show de Seal me pareceu arrastado e melancólico… Mas tudoisso, confesso, assisti pela televisão, e são sobretudo shows de festivais a se viver no lugar…

 


John Legend (photo internet)

 

 

 

Dose dupla no Auditório Ibirapueira Tulipa Ruiz, Auditório Ibirapueira, 10-12 (foto Daniel Achedjian)   Nesses
 
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