Uma nova organização da Virada cultural Paulista

Lineker e os Caramelows (photo divulg.)

Desde 2005, no mês de maio, ocorre o evento « Virada Cultural » um final de semana em São Paulo, um outro no resto do estado.

Inspirado nas noites em claro de Paris (que existem desde 2002), esta grande concentração de espetáculos (música, teatro, e outras expressões artísticas) reúne nomes que não deixam nada a desejar qualquer que seja a área. Estou falando da música neste caso. São Paulo, que é uma das raras cidades onde não se é muito recomendável frequentar o centro a partir das 18 horas, precisa de uma revitalização. Assim, desde a existência da “Virada”, são instalados grandes palcos nas praças do centro da cidade.

Mas a cada ano, estas 24 horas de espetáculos (do sábado 18 horas até a mesma hora no domingo), dá mais o que falar devido aos seus roubos, ou até mesmo sobre as violências que geralmente ocorrem a partir das três horas da manhã, quando o álcool já está bem impregnado e enche de coragem os ladrões de todos os gêneros. Isso sem mesmo tocar no assunto sobre outros produtos ilícitos.

A vantagem desta concentração dos palcos era para facilitar o deslocamento a pé, mesmo se as ruas nem sempre são bem iluminadas, e em 2014, quando eu tinha decidido cobrir o maior número de shows possíveis para acumular uma boa quantidade de clichês, eu podia assistir a metade de um show, e rapidamente, ir até um outro, que muitas vezes começava atrasado. Claro que as salas do Sesc participavam da festa, mas era preciso chegar uma hora antes do show para tentar conseguir uma entrada. Naquele ano, devo ter coberto uns quinze shows.

Para este ano de 2017, o nível artístico não tinha caído, mas o prefeito da cidade, João Dória, decidiu que os palcos seriam espalhados nas zonas sul, leste, oeste e norte da cidade, o que pediria o uso de transportes públicos.

A organização deste ano tinha suprimido os shows que aconteciam das 2 horas da manhã até às 9 horas, para aumentar a segurança, o que teve como consequência o fato de que vários shows ocorreram ao mesmo tempo em lugares bem distantes um do outro.

Em suma, veremos o balanço desta mudança da visão desta « Virada », e se a ideia precisa ser melhorada. Já nos jornais de hoje, lamenta-se uma forte diminuição da frequentação do público, devido às distâncias, à falta de iluminação, e à distância para se chegar até os transportes públicos como os ônibus ou outros coletivos. Além do mais, este tipo de « Virada » perde um pouco da sua alma “rock’roll”. Mas, então, que assim seja…

Sejamos claros e confessemos que não são um ou dois eventos culturais e populares por ano que mudarão esta “no man’s land” lúgubre que é o centro de São Paulo, mas eu achava um certo charme nesta fórmula aventureira. Para os leitores francófonos, deixo alguns nomes que eu teria escolhido, deixando bem claro ao mesmo tempo, que alguns deles tocavam na mesma hora.

Sabado 20/05 :

-Lineker e os Caramelows– 18H-
-Daniela Mercury, 18H
-Dan Nakagawa & Dudu Tsuda – 21H30
-André Tadeschi et Miranda Kassin -20H00
-Orchesta de OLinda -20H
-Felipe & Manoel Codeiro convidam Kiko Dinucci & Fernando Catatau – 22H30
-Arnaldo Antunes –22H30
-Pato Fu – minuit/ meia noite
-Gaby Amarantos & Dona Onete– 1H30-
-Fafá de Belém- 0h30

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Domingo 21/05 :

-Filipe Catto (9 h)
-Lineker, Simone Mazzer, Cida Moreira, à 11h
-Casuarina, Wilson das Neves & Germano Mathias, 14H
-Titãs –midi/meio dia-
-Thiago Pethit interprètele le premier album du Velvet Underground (1967)- 17H30
-Nando Reis et l’Orchestra brasileira de musica Jamaica -18H
-Pato Fú et Autoramas -18H