Apanhador Só ou o virtuosismo lúdico

Apanhador So: "Meio é mais do que um"

Não é a primeira vez que o nome do grupo Apanhador Só aparece neste site, desde que eu os tinha descoberto na salinha do Oi Futuro Ipanema, no Rio de Janeiro.

Foi em 2010, e o grupo acabava de lançar seu primeiro álbum completo, após um primeiro E.P. e uma primeira parte da Maria Rita em 2006.

Este trio do Rio Grande do Sul pode ser resumido em poucas palavras. Excelentes vozes como a do cantor principal, Alexandre Kumpinski; um sentido afiado da melodia que os músicos passam através de recursos, efeitos sonoros, ou interrompem ritmos inesperados, sem que isto pareça gratuito. Pois fazer algo alternativo (se este termo convém) e uma música a este ponto calculada, mas surpeendente, eu não conheço mais de um como este trio no Brasil, pelos menos neste estilo inqualificável.

Apanhador So

Mas, em cada álbum, surpreende sem chocar. A tal ponto que os 15 títulos do álbum se encadeiam sem percebermos e ficamos ligados do primeiro ao último minuto, pois as surpresas musicais do Apanhador Só também são lúdicas. Vários álbuns que optam por não seguir o fluxo, só são escutados 2 ou 3 vezes. “Meio que tudo é um” é recheado de detalhes surpreendentes, dosados com perfeição, por uma sonoridade que é acima de tudo, acústica.

Mas o grupo está acostumado com elogios, e desde 2010, sua originalidade encontra poucas críticas negativas. “Meio que tudo é um” evita alguns excessos de virtuosismo de “Antes que tu conte outra”, seu álbum anterior, também aclamado em 2013. Ele é melhor ainda por ser mais equilibrado, e reúne a doçura da Bossa Nova, a loucura dos Mutantes, e algo que pertence unicamente a eles. Resumindo, um álbum que marcará presença entre meus favoritos do ano.

Apanhador Só: “Meio que tudo é um”- indep- (Ótimo!)

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