The Pretenders e Fleetwood Mac em Bruxelas

Le nouveau linup du Fleetwood Mac (photo internet)
Le nouveau linup du Fleetwood Mac (photo internet)

Pois sim, na Bélgica nós temos um dos festivais mais famosos do planeta … Basicamente, eles eram dois, um na planície de Torhout, o outro, nos campos de batata de Wechter

E ainda é emocionante que eu me lembre de ter coberto em 1984, meu primeiro festival para a minha revista com no programa, The Alarm, U2, Simple Minds, Nona Hendixx, Joe Jackson, Lou Reed e um e outros que me fogem da memória. Nada mal, não? 

Um ano antes do primeiro rock in Rio, no Rio! . Coincidentemente, no último sábado, Wechter organizou quase sem anunciar um dia de jovens bandas inglesas, com, para atrair algumas pessoas, The Pretenders e Fleetwood Mac … Aqui também, nada mal, não é? 

E quando eu deixo claro sem anunciar no meu país de onze milhões de habitantes, não foram menos de 100.000 pessoas em uma atmosfera onde até mesmo o cheiro da erva de Provence estava ausente. As bandas inglesas, que abriram a tarde, nos deram uma boa pegada de rock melódico que lembrava Big Country, mas foi preciso Chryssie Hynde e seus Pretenders, no alto dos seus 60 anos, para os levaram de volta para a classe de recuperação do b-a ba do rock. The Pretenders fazem parte dos exemplos que guardaram essa famosa dignidade. 

 Stevie Nicks (Fleetwood & Cryssie Hynde (The Pretenders), Wechter-photo Dan. Achedjian

Por outro lado, para as crianças de Mick Fleetwood, o baterista com os olhos alucinados, dava para sentir que a subida da bicicleta no lado ascendente era às vezes sofrível. 

Mick Fleetwood que fundou em 1967, o grupo com o sempre presente baixista John Mc Vie, o grande guitarrista Peter Green, e Christine Perfect (futura Mc Vie) num registo muito blues rock, toca sempre com aquela euforia do baterista que substitui Ringo Star por uma noite. Quanto ao John Mc Vie, ele toca com o piloto automático, e as duas damas têm um comportamento ambíguo. Christine Mc Vie não perdeu nadinha do seu prazer em tocar seu teclado, mantendo intacta sua voz grave, enquanto a bela cigana Stevie Nicks, que abusou de um pouco da toxina botulínica, desvia as linhas melódicas para seu proveito. mas não para o nosso. 

 Mick Fleetwood, Wechter, foto Dan. Achedjian

 Stevie Nicks, Wechter, foto Daniel Achedjian

Mas o Fleetwood Mac não é o A-ha. Seu repertório é uma herança da música americana, e eu diria mesmo da música pop mundial, superior a qualquer banda de rock AOR, tipo Eagles, Toto e outros. Infelizmente desde os anos 90, o compositor e excelente guitarrista quase epiléptico de tanta energia desdobrada, Lindsay Buckingham, foi embora em 1987, apesar de algumas raras aparições, deixando assim mesmo suas composições (inclusive, a mais emblemática, Go your own way) e ele foi substituído por um guitarrista rítmico que assumia os vocais masculinos corretamente, Mick Campbell, ex-Tom Petty, e um guitarrista solista muito básico, Neil Finn. Em resumo, a soma de ambos, não chegava aos pés de Buckingham. Vocês vão pensar que esta resenha é negativa, mas foi escrita com distanciamento, uma semana após a apresentação. E o vosso humilde jornalista de rock (se ainda existir) cantou as 22 faixas do repertório, que não incluía nenhuma novidade, mas que encadeou uma pérola atrás da outra, como Landslide, Dreams, Sarah, Little lie, Monday morning, e uma boa parte dos álbuns gravados entre 75 e 77. Sim, eu gostei, e esta semana chegou pelo meu correio, enquanto eu estou na Europa, ingressos para Bryan Ferry, Mark Knopfler, The B52, Joe Jackson, Paul Weller, e a reunião de Stevie Wonder com Lionel Ritchie no Hyde Park (Londres). Eu não sei o que me fará sair do lugar, mas enquanto o Brexit não tiver desenvolvido o seu vírus, ainda é o momento. 

 Christine Mc Vie, foto Daniel Achedjian

Mick Campbell
Mick Campbell (photo Daniel Achedjian)

Quanto aos muitos festivais de verão na Europa, não pensem que eles só se apoiarão nos pilares que vão deslocar as multidões. Muitas bandas super interessantes como The Nationals, The Raconteurs ou House and Land, tentarão provar que o rock é uma música para jovem, mesmo se sabemos que é um papo furado e que com minha banda de bikers, quando vemos os jovens, tiramos nossas correntes das motocicletas … Não, mas! Eles não vão estragar a festa esses, bebês desmamados! E eles têm interesse em correr porque Suzy Quatro vem com seu novo álbum e seu baixo, comprado em 1965, tão afiado quanto o de Gene Simmons do Kiss … já dá para sentir o que vem por aí!

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